terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Total Relaxamento é Meditação


Total relaxamento é o definitivo. Este é o momento quando uma pessoa se torna um buda. Este é o momento da realização, da iluminação, da consciência de Cristo. Você não pode ser totalmente relaxado exatamente agora. No núcleo mais profundo, uma tensão irá persistir.

Mas comece a relaxar. Comece da circunferência -- aí é que nós estamos, e somente podemos começar de onde estamos. Relaxe a circunferência do seu ser -- relaxe seu corpo, relaxe seu comportamento, relaxe seus atos. Caminhe de uma maneira relaxada, coma de uma maneira relaxada, fale, escute de uma maneira relaxada. Diminua a velocidade de todos os processos.

Não fique com pressa e não se precipite. Mova-se como se toda a eternidade estivesse disponível para você -- de fato, está disponível para você. Nós estamos aqui desde o princípio e estaremos aqui até o próprio fim, se houver um princípio e houver um fim. De fato, não há princípio e não há fim. Nós sempre estivemos aqui e sempre estaremos aqui. As formas continuam mudando, mas não a alma.

A tensão significa pressa, medo, dúvida. A tensão significa um constante esforço para proteger, para estar seguro, para estar a salvo. A tensão significa se preparar para o amanhã agora, ou para o depois da vida -- com medo de que amanhã, você não seja capaz de encarar a realidade, então, esteja preparado. A tensão significa o passado que você ainda não viveu realmente, mas somente passou ao largo, de alguma forma; ele perdura, é uma ressaca, ele o rodeia.[...]

Você terá que relaxar a partir da circunferência. O primeiro passo no relaxar é o corpo. Lembre-se tantas vezes quantas for possível para observar o corpo, se você está carregando uma tensão no corpo, em algum lugar no pescoço, na cabeça, nas pernas. Relaxe-o conscientemente. Apenas dirija-se àquela parte do corpo e convença aquela parte, diga-lhe amorosamente, "Relaxe!"

E se surpreenderá de que se você se aproxima de qualquer parte do seu corpo, ele escuta, ele o segue -- é o seu corpo! Com olhos fechados, vá para dentro do corpo do dedão do pé à cabeça procurando por qualquer lugar onde exista uma tensão. E, então, fale com aquela parte como a um amigo; deixe existir um diálogo entre você e seu corpo. Diga-lhe para relaxar, e diga a ele, "Não há nada com que se preocupar. Não tenha medo. Eu estou aqui para tomar cuidado -- você pode relaxar." Pouco a pouco, você aprenderá o clique disto. Então, o corpo se torna relaxado.

Então, dê outro passo, um pouco maior; diga à mente para relaxar. E se o corpo escuta, a mente também escuta, mas você não pode começar com a mente -- tem que começar do princípio. Não pode começar do meio. Muitas pessoas começam com a mente e falham; elas falham porque começaram de um lugar errado. Tudo deve ser feito na ordem certa.

Se você se torna capaz de relaxar o corpo voluntariamente, então será capaz de ajudar sua mente a relaxar voluntariamente. A mente é um fenômeno mais complexo. Uma vez que tenha se tornado confiante de que o corpo lhe ouve, terá uma nova confiança em si mesmo. Agora, até mesmo a mente pode lhe ouvir. Levará um pouco mais de tempo com a mente, mas acontece.

Quando a mente estiver relaxada, então comece a relaxar o seu coração, o mundo dos sentimentos, emoções -- que é até mais complexo, mais sutil. Mas agora você estará se movendo com confiança, com grande confiança em si mesmo. Agora, você saberá que é possível. Se é possível com o corpo e é possível com a mente, é possível com o coração também. E somente então, quando tiver dado estes três passos, você pode dar o quarto. Agora, pode ir ao núcleo mais profundo do seu ser, que está além do corpo, mente, coração; o próprio centro da sua existência. E você será capaz de relaxar lá também.

E este relaxamento certamente traz a maior alegria possível, o derradeiro em êxtase, aceitação. Você estará cheio de bênçãos e regozijando. A sua vida terá a qualidade da dança nela. [...]

Mas comece com o corpo e então vá, pouco a pouco, mais fundo. E não comece com nenhuma outra coisa mais, a menos que tenha, primeiro, resolvido o mais básico. Se o seu corpo estiver tenso, não comece com a mente. Espere. Trabalhe com o corpo. E simplesmente coisas pequenas são de imensa ajuda.

Você caminha com um certo passo; isto se tornou habitual, automático. Agora tente caminhar vagarosamente. Buda costumava dizer a seus discípulos, "Caminhem muito vagarosamente, e dêem cada passo muito conscientemente." Se você der cada passo muito conscientemente, está fadado a caminhar lentamente. Se você estiver correndo, com pressa, esquecerá de se lembrar. Por esta razão, Buda caminha muito vagarosamente.

Apenas tente caminhar muito vagarosamente, e se surpreenderá -- uma nova qualidade de percepção começa a acontecer no corpo. Coma vagarosamente, e se surpreenderá -- há um grande relaxamento. Faça tudo vagarosamente... apenas para mudar o antigo padrão, apenas para sair de hábitos antigos. Primeiro, o corpo tem que se tornar completamente relaxado, como uma criança pequena; somente então comece com a mente. Mova-se cientificamente: primeiro o mais simples, então o complexo, então o mais complexo. E somente então você pode relaxar no centro definitivo...


Fonte:http://www.osho.org.br/

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Biografia Samael Aun Weor

Samael Aun Weor, pseudônimo de Victor Manuel Gómez Rodríguez (Girardot, Cundinamarca, 6 de Março de 1917Cidade do México, 24 de Dezembro de 1977), foi um escritor, doutrinador e professor colombiano de ocultismo, além de fundador do gnosticismo samaelino. Foi o reformulador dos conhecimentos apresentados pela Gnose escrevendo um novo tratado de ocultismo no qual cita ensinamentos contidos no budismo, hinduísmo, rosacrucianismo e teosofia constituindo a base do gnosticismo samaelino Contemporâneo. Também fundou o Instituto Gnóstico de Antropologia e escreveu mais de setenta livros.

Em seu trabalho autobiográfico As Três Montanhas, Samael explana maneiras para assimilar e compreender o ensinamento esotérico e o conhecimento oculto. Ele relata fatos como o porquê de nascermos sem consciência, recapitula a prática da meditação e analisa suas encarnações passadas e o caminho que trilhou.[1]

Escreveu mais de 70 livros, dando centenas de conferências, conduzindo seminários e congressos latino-americanos sobre estudos Gnósticos, e formou o Movimento Gnóstico Cristão Universal, a Igreja Gnóstica Cristã Universal, o partido político Poscla, a Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais (Ageacac) e o Instituto de Caridade Universal (oficialmente instituído como um braço do Movimento Gnóstico).

O instituto teve sua primeira sede fundada em El Salvador em 20 de Abril de 1974, a partir das conclusões da Comissão encarregada de elaborar o projeto de Caridade Universal no Congresso Gnóstico Cristão Ecumênico de São Salvador, o qual foi realizado de 27 de dezembro de 1972 até 2 de janeiro de 1973.

Em 1978, além da sede de El Salvador, também já existiam sedes no México, na Colômbia, na Guatemala e em Honduras, tendo no entanto a sua atuação ficado reduzida a alguns países de língua espanhola por um bom período. Atualmente ganha destaque também no Brasil, na Argentina, Bolívia, República Dominicana e outros.

Para fazer o público saber que a Gnosis é tão antiga quanto o próprio homem, Samael Aun Weor também fundou a Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais, Arte e Ciência (AGEACAC) para pesquisar os fundamentos espirituais das grandes civilizações, tanto no Novo Mundo (astecas, incas, maias, toltecas etc.) quanto no Velho Mundo (Europa e Ásia, notadamente). A AGEACAC também divulga, principalmente nos livros intitulados Mensagens de Natal, de Samael Aun Weor, dados sobre civilizações perdidas, como a Lemúria e a Atlântida, e o contato de nosso mundo com outros planetas.

O Partido Obreiro Social-Cristão Latino Americano (o POSCLA) (veja as Saudações Finais da segunda edição colombiana de 1975 do livro "Plataforma do Socialismo Cristão Latino-Americano") foi uma tentativa de levar um pouco mais de espiritualidade ao mundo político, mas as constatações de Samael o fizeram ver que isso resultaria em um trabalho estéril. Atualmente o POSCLA atua na busca da mudança do indivíduo como princípio fundamental da sociedade, por meio do autoconhecimento ou auto-gnosis.

Samael divulgou-se publicamente como Buda Maitreya Kalki Avatara da Era de Aquário. Segundo ele mesmo, sua missão é divulgar os ensinamentos do neognóstico, promovendo as chaves para a auto-realização durante a Kali Yuga e preparar a humanidade para a futura raça Khorádi, que se seguirá à extinção da atual raça ariana.


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Samael_Aun_Weor

http://www.biografiasyvidas.com/monografia/freud/fotos/freud_2.jpg

Freud - Id, ego e superego



A psicanálise, apesar de ter surgido apenas como um método de tratamento das neuroses, se configurou posteriormente em uma teoria geral da mente, uma terapia para os problemas anímicos, um instrumento de investigação e uma profissão. Se trata de um complexo fenômeno intelectual, médico e sociológico.


Como um teoria da mente humana, ela fornece uma topografia hipotética do aparelho psíquico dividido em três sistemas, a saber: inconsciente, pré-consciente e consciente. Mas como afirma Tallaferro (1996), eles não devem ser concebidos como estruturas rígidas e delimitadas em três planos distintos. Antes, devem ser considerados como forças, como investimentos energéticos que se deslocam de certa forma, que têm um tipo de vibração específico. Dentro desses campos ou “regiões”, encontram-se as três instâncias chamadas id, ego e superego.

O id é a instância psíquica mais arcaica e se encontra totalmente no inconsciente. É onde se localizam as pulsões, e tem conexão íntima com o biológico. O id está voltado a satisfazer nossas necessidades básicas desde o começo da vida. A atividade dele consiste em impulsos que buscam o prazer. Ele procura adquirir gratificação imediata e não suporta frustração. É aquele nosso lado instintivo que não mede as consequências dos atos para se satisfazer.”

Já o ego, assim como o superego, é formado a partir do id. Oego nada mais é, para Freud, “do que uma parte do id modificado pelo impacto ou a alteração das pulsões internas e dos estímulos externos”.Para compreender a formação do ego a partir do id devemos observar a vida dos bebês. Quando estão com fome, sujos ou com alguma necessidade, eles choram e quase que imediatamente seus cuidadores atendem aos seus pedidos. Mas à medida que crescem, percebem que nem sempre podem conseguir tudo o que desejam, e dessa forma precisam se adaptar às exigências e condições impostas pelo meio em que vivem. Isso mostra que enquanto o id é regido pelo chamado “princípio de prazer” (satisfação imediata, sem pensar nas consequências), o ego é regido pelo “princípio de realidade” (o que é possível alcançar em determinada situação, como alcançar, quais as consequências, etc). O ego tem como principal papel, portanto, “coordenar funções e impulsos internos, e fazer com que os mesmos possam expressar-se no mundo exterior sem conflitos.” .

O superego, por sua vez, começa a se formar à medida que a criança percebe que existem normas, regras e padrões morais que ela ouve tanto dos pais quanto da sociedade. Ela começa a ser ensinada sobre o que é feio, o que é vergonhoso, etc, e acaba incorporando essas crenças à estrutura psíquica, dando forma, assim, ao superego, ele é aquilo a que normalmente damos o nome de “consciência” ou “voz da consciência”. O superego, da mesma forma que nossos pais faziam, nos observa, guia e ameaça, sendo formado pela introjeção do pai repressor. Ainda de acordo com , seu mecanismo de formação pode ser explicado pelo fato de que, com a incorporação do pai no ego, o filho introjeta a atitude “má” daquele com o intuito de conservar o pai “bom” no mundo exterior. Isso é, o filho abstrai a parte “má” do pai, a introjeta em sua consciência para manter o pai “bom” disponível no mundo real. Assim ele escapa do perigo do pai “mau” e obtém, ao mesmo tempo, a proteção representada pela imagem paterna “boa”. O superego é o responsável por nos infligir aquilo que denominamos “remorso” ou “peso na consciência”. É por essa razão que verificamos que pessoas que tiveram pais muito rígidos também são muito rígidas consigo próprias, mesmo que não percebam isso.

Essas instâncias psíquicas (id, ego e superego) não ficam, cada uma, localizadas especificamente dentro ou do inconsciente, ou do pré-consciente ou do consciente. O ego, por exemplo, se localiza dentro dessas três regiões, assim como o superego. São campos de limites imprecisos, dentro dos quais essas instâncias adquirem caracterísicas próprias desse nível da atividade psíquica. E é dentro desse aparato, dessa topografia hipotética do aparelho psíquico, que se dá lugar toda a dinâmica do psiquismo.

Fonte:http://glauberataide.blogspot.com

domingo, 17 de janeiro de 2010

ORIXÁS

Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá os aproxima dos seres humanos, pois eles se manifestam através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravidão, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.

Estes deuses da Natureza são divididos em 4 elementos - água, terra, fogo e ar. Alguns estudiosos ainda vão mais longe e afirmam que são 400 o número de Orixás básicos divididos em 100 do Fogo, 100 da Terra, 100 do Ar e 100 da Água, enquanto que, na Astrologia, são 3 do Fogo, 3 da Terra, 3 do Ar e 3 da Água. Porém os tipos mais conhecidos entre nós formam um grupo de 16 deuses. Eles também estão associados à corrente energética de alguma força da natureza. Assim, Iansã é a dona dos ventos, Oxum é a mãe da água doce, Xangô domina raios e trovões, e outras analogias.

Na Umbanda e no Candomblé se cultuam muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem menos populares do que Xangô, Iansã, Oxossi e outros, mas com um significado muito forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são necessariamente cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que regem, para a saúde, morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o dia-a-dia das pessoas. Estes deuses africanos são considerados intermediários entre os homens e Deus, e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos, conseguem reconhecer nossos caprichos, nossos amores, nossos desejos. É muito comum, alguns dizerem que suas personalidades são conseqüências dos Orixás que regem suas cabeças, desenvolvendo características iguais às destes deuses africanos.

Apresentamos à seguir as descrições dos 16 Orixás mais cultuados no Brasil. Lembramos que existem diversas correntes no Candomblé e na Umbanda, por essa razão as informações poderão ser diferentes de acordo com a tradição ou região.

O PANTEÃO DOS ORIXÁS AFRO-BRASILEIROS

EXU, Senhor dos caminhos, Orixá mensageiro e vencedor de demandas. Por estar mais próximo da realidade humana é considerado o Orixá das causas materiais. Veste-se de vermelho e preto e seu elemento é o fogo. Seu dia é a Segunda-feira e sua saudação é "Laroiê !". Seus filhos são pessoas críticas e originais, não ligam para opiniões alheias. Adeptos da lei do menor esforço, preferem concentrar suas energias no lazer. De hábitos noturnos, tendem a ser egoistas e tornam-se tristes quando não se encaixam em determinados ambientes.

OGUM, é o Orixá guerreiro. Deus do ferro e da guerra. Seu domínio são as retas dos caminhos, as lutas e o trabalho. Veste-se de azul escuro, verde ou vermelho. Traz sempre sua espada pronta para o ataque. Seu dia é terça-feira e sua saudação é "Ogunhê !" Seus filhos, são pessoas com um apurado senso de honra e incapazes de perdoar uma ofensa. São fisicamente muito resistentes, curiosos por natureza, possuem muita capacidade de concentração e perseguem seus objetivos com derterminação.

OXOSSI, Orixá caçador, protetor das matas, dos animais da floresta e dos caçadores. Veste-se de verde, azul turquesa e vermelho. Traz sempre o seu Ofá (arco e flexa). Seu dia é a Quinta-feira e sua saudação é "Okê Arô Oxossi !" Seus filhos, são pessoas muito exigentes no cumprimento das obrigações, de atitudes firmes e até um pouco duras. Não têm "papas na língua" e costumam falar tudo o que pensam. Dão muito valor aos acordos e não faltam com sua palavra. Com tendência à timidez, não gostam de demonstrar suas emoções.

OSSAIM, Orixá das ervas medicinais e das plantas em geral, presentes em todos os rituais de iniciação no Candomblé. É representado por um pássaro pousado num ramo e seu domínio é a mata virgem. Veste-se de verde e rosa. Seu dia é Quinta-feira e sua saudação é "Ewé ô - Ewe assá !". Seus filhos, são pessoas com forte tendência à religiosidade, tolerantes e de bom coração. De personalidade instável, costumam controlar seus sentimentos e emoções. Valorizam a liberdade e não se apegam aos bems materiais.

OBALUAIÊ, ( ou OMOLU, em sua forma velha). O deus das pestes e das doenças de pele. Por ser o deus da peste conhece a cura de todos os males. Veste-se de branco e preto e usa um capuz de palha-da-costa que encobre todo o corpo. Dança com o Xarará. Seu dia é segunda-feira e sua saudação é "Atotô !" Seus filhos, são pessoas que se preocupam demais com os outros, esquecendo de seus próprios interesses. Podem até ter uma boa situação financeira, porém não se apegam aos bens materiais. São inquietos e não apreciam a monotonia.

OXUMARÉ, Orixá da sorte, fartura e fertilidade. Protetor das mulheres grávidas. Seu domínio são os poços e fontes da mata. Veste-se de verde e amarelo ou com as sete cores do arco-íris e é representado por uma serpente. Seu dia é Quinta-feira e sua saudação é "Àrobô bô yi !". Seus filhos são pessoas orgulhosas e exibicionistas. Periódicamente mudam tudo em sua vida: casa, emprego, amigos, sempre buscando novidades. Costumam desenvolver o dom da vidência e possuem intuição aguçada, que normalmente lhes revelam os melhores caminhos.

EWÁ, Orixá das chuvas, rainha dos mistérios e da magia, jovem virgem que recebeu de Orunmilá o poder de ler os Búzios (o Oráculo de Ifá). Comanda os astros e está ligada às mudanças e transformações das águas. Veste-se de vermelho e branco. Seu dia é Sábado e sua saudação é "Ri-rò !". Seus filhos são pessoas extremamente metódicas e racionais. Costumam traçar metas para tudo. Conservadoras, acabam sofrendo com o execesso de rotina que conseguem estabelecer em suas vidas.

XANGÔ, o Orixá da justiça, do trovão e da pedreira. Veste-se de vermelho e branco. Usa uma coroa, e traz o Oxé (machado duplo) e o Xerê (instrumento musical) Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é "Kawó-Kabyesilé !". Seus filhos são pessoas fisicamente fortes, atrevidos e prepotentes. Com um senso de justiça muito próprio, não suportam desaforos. As vezes agem como se fossem os donos da verdade. Porém, quando a situação complica, sempre buscam um meio termo, para não sair perdendo.

OXUM, é a rainha dos rios e das cachoeiras (todas as águas doces), do ouro e do amor. Veste-se de amarelo, dourado, azul claro e rosa. Traz em suas mãos o Abebê (espelho-leque) e uma espada se for guerreira. É a segunda esposa de Xangô. Seu dia é Sábado e sua saudação é "Ora Ieiê Ô !". Seus filhos são pessoas graciosas e elegantes, adoram jóias, perfumes e roupas caras. Voluptuosas, sensuais, esbanjam charme e beleza. Possuidoras de muita frorça de vontade e um grande desejo de ascensão social.

IANSÃ, é a deusa guerreira, senhora dos ventos, das tempestades e dona dos raios. É a dona dos eguns, por isso seus filhos são os mais indicados para a entrega de ebós. É a mulher principal de Xangô. Veste-se de vermelho, marrom escuro, e branco. Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é "Eparrei Oiá !". Seus filhos, são pessoas alegres, audaciosas, intrigantes, autoritárias e sensuais. Adoram usar joias e bijuterias. Extrovertidas, francas e amantes da natureza. Ambiciosas e de temperamento forte. São guerreiras e comunicativas.

LOGUN-EDÉ, filho de Oxum com Oxóssi. Seus domínios são os leitos de rios e mares. Veste-se com uma pele de leopardo, leva em uma mão o espelho de Oxum e na outra as armas de Oxóssi. Suas cores são amarelo e azul. É representado por um pavão ou um papagaio. Seu dia é Quinta-feira e sua saudação é "Olu A Ô Ioriki !". Seus filhos são pessoas bonitas, atraentes e sedutoras. Carinhosos, amorosos e sensuais. Orgulhosos e vaidosos. Inconstantes, indecisos, frios e calculistas. reservados e um tanto calados. Ciumentos, solitários e discretos.

OBÁ, uma das esposas de Xangô, Orixá do equilíbrio e da justiça. Seu domínio são as águas revoltas. Veste-se de laranja e amarelo, portando espada e protegendo a orelha com um escudo. Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é "Obá xirê !". Os filhos de Obá são pessoas pouco atraentes, desajeitadas e de temperamento forte. Agressivas e objetivas. Aparentam ser mais velhas do que realmente são. Costumam ser bem sucedidas nos negócios e gostam de acumular bens.


IEMANJÁ, Orixá da harmonia em família, é considerada a Rainha dos mares e a mãe dos Orixás. Veste-se de azul e branco ou verde claro, portando seu Abebê (espelho-leque)decorado com uma sereia ou uma concha. Seu dia é Sábado e sua saudação é "Odô iyá !" Seus filhos, são autoritários, persistentes, preocupados, responsáveis e decididos. Amigos, protetores, faladores e não suportam a solidão. As mulheres, se comportam como super mães. Quando a segurança dos filhos e da família está em jogo, são agressivos e até traiçoeiros.

NANÃ, é o Orixá feminino mais velho do Panteão. É a mãe de Oxumarê e Obaluaiê. Em sua mão traz seu cetro o Ibiri. Veste-se de lilás, branco e azul. É a protetora dos doentes desenganados. Seu dia é Terça-feira e sua saudação é "Salubá !" Seus filhos são conservadores e apegados às convenções. Calmos, mas às vezes tornan-se agressivos e guerreiros. As mães, são apegadas aos filhos e muito protetoras. Ciumentas e possessivas, exigem atenção e respeito. Não costumam ser muito alegres e não gostam de brincadeiras.

IBEJI, Orixás Gêmeos protetores das crianças e da família. Vestem-se de azul, rosa e verde. São representados por dois bonecos gêmeos ou duas cabacinhas. Seu dia é domingo e sua saudação é "Omi Beijada!" Embora possa ocorrer, são raros os filhos de Ibeji. Essa energia infantil, geralmente se manifesta com o orixá do iniciado. Mesmo sendo adulto, quando em "estado de erê", o iniciado torna-se brincalhão, irreverente, cheio de energia e aparenta ser mais joven. Adoram festas, música e dança.

OXALÁ, é considerado o Pai de todos os orixás. É o mais velho e o primeiro a ser criado. É responsável pela criação do mundo e dos seres humanos. É o Orixá dos inhames novos e da agricultura, que traz as chuvas e que fecunda os campos, Sua festa ligada ao início do ano agrícola costuma ser em agosto e setembro, e inclui a renovação da água do templo e a lavagem dos objetos de culto. Está associado à justiça e ao equilíbrio. É cultuado nas seguintes formas: Oxalufã = Oxalá Velho e Oxaguiã = Oxalá Moço.

OXALUFÃ é o Orixá da paz, veste-se de branco portando sempre seu apaxorô (cajado). É representado por uma pomba branca. Seu dia é Sexta-feira e sua saudação é "Eepaá babá !".

OXAGUIÃ é um Orixá valente e guerreiro, considerado filho de Oxalufã. Também veste-se de branco, dança com muita energia carregando uma "mão de pilão". Seu dia é Sexta-feira e sua saudação é "Exê êêê !

Os filhos de Oxalufã (oxalá velho), em geral são pessoas calmas e dignas de confiança. Dotados de grande sabedoria, estão sempre buscando os significados de tudo o que ocorre ao seu redor. Não cansam de estudar e buscar o conhecimento. Também são teimosos orgulhosos e inteligentes e com tendência à serem preguiçosos.

Os filhos de Oxaguiã (oxalá moço), são pessoas joviais e viris. Ativos, guerreiros, alegres e generosos. Não se deixam influenciar por opiniões alheias. São organizados e metódicos em seus ofícios e projetos. Trabalhadores incanssáveis e por essa razão, suscetíveis à crises de estresse.

fonte:http://www.magiadourada.com.br/

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OSHO - MEDO DE FICAR SÓ


Se o medo existe, é provável que ele tenha influência em sua vida, porque você sempre agirá de uma maneira para que não fique só, seja qual for o preço que tenha que pagar, mesmo que você tenha que permanecer uma escrava por toda a sua vida. Se você tiver que vender a sua alma, você venderá, mas você permanecerá cercada pela multidão. Isso parecerá aconchegante, seguro, protegido. Você saberá quem é você.


Isso destruirá toda a sua beleza espiritual, sua glória espiritual. Isso destruirá todas as possibilidades de seu crescimento interior. E isso vai influenciar seus relacionamentos. Milhões de pessoas continuam em relacionamentos que são simplesmente infernos; mas devido ao medo de que possam ser deixadas sós, elas continuam agarradas. Isso é miserável, é um grande sofrimento, é uma tortura, mas pelo menos alguém está com você.
Fazendo a comparação, é melhor ser miserável estando com alguém do que ser deixado só.


Esta é uma das razões porque milhões de pessoas continuam sofrendo

e continuam agarradas aos mesmos relacionamentos que

não estão lhes dando qualquer alimento e

simplesmente são destrutivos e suicidas.

Fonte : http://osho-br.blogspot.com

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A fragilidade do amor


Não pense que o amor é eterno. Ele é muito frágil, tão frágil quanto uma rosa. Pela manhã, ela está ali; ao entardecer, ela se foi. E pequenas coisas podem destruí-la.

Quanto mais elevado for algo, mais frágil será. Ele precisa ser protegido. Uma pedra permanecerá, mas a flor irá embora. Se você atirar uma pedra na flor, a pedra não se machucará, mas a flor será destruída.

O amor é muito frágil, muito delicado. Você precisa ser muito cuidadoso e cauteloso com ele. Você pode causar tal dano que o outro se fecha, fica defensivo.

Se você estiver brigando muito, seu parceiro começará a escapar; vai se tornar cada vez mais frio e fechado, de modo a não ficar mais vulnerável a seu ataque. Então, você o atacará ainda mais, porque você resistirá a essa frieza.

Isso pode se tornar um círculo vicioso, e é assim que as pessoas enamoradas pouco a pouco se separam. Elas se afastam uma da outra e acham que a outra foi a responsável, que a outra a traiu.

Na verdade, como percebo, nenhuma pessoa enamorada jamais traiu alguém. É somente a ignorância que mata o amor. Ambas queriam ficar juntas, mas ambas eram ignorantes. A ignorância delas fez com que entrassem em jogos psicológicos, e esses jogos se multiplicaram.



Osho, em "Osho Todos os Dias: 365 Meditações Diárias"





Fonte : http://www.palavrasdeosho.com/
MEDO - O GRANDE INIMIGO

Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.

Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Ralph Waldo Elerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.

Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o!

Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.

Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranqüilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.

O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.

Texto extraído de:
O Poder do Subconsciente
Dr. Joseph Murphy

http://nequidnimis.files.wordpress.com/2009/10/chico-xavier.jpg
Biografia Chico Xavier

No dia 02 de abril de 1910, nasceu em Pedro Leopoldo (MG), Francisco Cândido Xavier, filho de um casal simples, seu pai um operário e sua mãe uma lavadeira. Ficou órfão de mãe com 5 anos.

Passando por dificuldades seu pai entregou alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes, Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, uma mulher que o maltratava.

Ainda menino aprendeu a se manter calmo e calado em momentos de sofrimento, pois sofria agressões de sua madrinha, nestes momentos se dirigia ao quintal da casa afim de reencontrar sua mãe, ele sempre a via e a escutava após fazer orações.

Algum tempo depois seu pai se casou novamente com uma mulher boa e caridosa. Ainda em dificuldade sua madrasta iniciou uma horta em casa e logo para o sustento da família começaram a vender legumes, com o dinheiro Chico Xavier voltou a freqüentar a escola em 1919.

Quando saiam todas as pessoas de casa, uma de suas vizinha começou a roubar os legumes da horta, e isso estava causando problemas para família de Chico, sua madrasta sugeriu então que Chico consultasse sua mãe que deu o seguinte conselho, disse que não deveriam brigar com os vizinhos e que toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não roubou mais os legumes.

Passado os problemas, Chico não via mais sua mãe com tanta freqüência, mas começou a ter sonhos e se levantava durante a noite para falar com pessoas invisíveis, e pela manhã contava histórias de pessoas que já haviam morrido. Sem que conseguisse compreender, seu pai o levou até um vigário, que disse que um demônio estava perturbando o menino.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que ficasse em silêncio.

E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Seguia a religião católica participando dos ritos. Em 1923 concluiu o ensino primário, e começou a trabalhar numa fábrica. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho.

Os sonhos continuavam, e logo depois de dormir entrava em transe profundo. Em 1927 sua irmã ficou doente, e um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa. Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos. "

Sua professora D. Rosália descobriu sua mediunidade psicográfica, vendo os textos que Chico escrevia após passeio feitos nos campos, ela notava que Chico sempre tirava as melhores notas, e escrevia uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando
conclusões evangélicas.

Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza.

Distante da cidade, Chico entra cada vez mais em contato com a natureza. Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo.

Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. E no final de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem freqüentado.

As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras. A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Fernando Pessoa - Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Paulo coelho - Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.

Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
http://user.cyberlink.ch/~koenig/2006/ac/ac.jpg

Legado do 666

Todos já ouviram falar da Besta 666, o Anticristo, Lúcifer, o Demônio, e todo o mal vinculado a estas figuras. O que poucos pessoas sabem é que um homem se intitulou "A Besta 666". A primeira idéia que pode nos vir à mente é tratar-se de um louco, um facínora, um celerado da pior espécie.

Só que este homem se diz o maior amigo da humanidade, herdou uma imensa fortuna gasta em editar livros que divulgavam sua filosofia libertária, Thelema (que ele dizia vir diretamente dos dirigentes invisíveis da Terra, a Grande Fraternidade Branca), enquanto outra parte foi gasta na criação de um centro de estudos de Magia, na ensolarada Sicília.

O nome deste homem era Edward Alexander Crowley ou Aleister Crowley, como ficou mundialmente conhecido, nascido na Inglaterra, no seio de uma família de abastados cervejeiros. Teve uma educação esmerada em Cambridge e pretendia seguir a carreira diplomática por influência de seu tio. Todos os elementos para uma vida prosaica, tranqüila e feliz se faziam presentes. Mas Crowley, ou talvez a deusa Destino, sonhou algo totalmente diferente. Seus interesses dirigiram-se para o alpinismo e xadrez, mas acima de tudo para a Magia, que se tornou o grande objetivo de sua vida.

Aleister Crowley se dedicou de corpo e alma em desvendar os seus mistérios e segredos, indo a fundo na sua busca, não se limitando por nada, derrubando todas as barreiras, experimentando todas as facetas da alma humana, de todas as formas.

Crowley vivia na Inglaterra Vitoriana, repleta de hipocrisias e falso moralismo (não muito diferente do mundo de hoje em dia), e era natural que todo o empenho, força e dedicação de Crowley a sua meta acabaria por chocar-se com a sociedade da época. Ele foi taxado de pornográfico, depravado, drogado, satanista e mais uma infinidade de rótulos. E, o mais
fantástico de tudo, estes rótulos ilustravam inúmeras atividades que de fato Crowley estava envolvido. Poderíamos encerrar o caso aqui, juntando nos as legiões que detratam a sua memória, mas antes disto cabe abrir um parêntese e falar sobre o que levou este homem a assumir este papel no mundo.

O ano de 1904 foi capital para Crowley, o mistério que iria persegui-lo por toda a vida estava por se revelar, como dádiva e maldição. Ele já era um Magista competente, iniciado na Aurora Dourada, uma das mais importantes Ordens mágicas de todos os tempos.

Nesta época, Crowley estava viajando o mundo. Em março e abril ele estava no Cairo, Egito, em companhia de sua esposa, Rose Kelly. O casal se entregava às alegrias da viagem de núpcias, mas nem por isso Crowley deixava de ser um Mago. Ele faz uma invocação de elementais do ar para sua jovem esposa, e qual não foi a sua surpresa, ao invés dos silfos a mulher começa a balbuciar: Hórus falava através dela. O deus prescreve então uma série de detalhes para um ritual de invocação, o resultado deste Ritual se da nos
dias 8, 9 e 10 de abril, nos quais Crowley recebe o Livro da Lei, um poderoso Grimório de instruções mágicas, a Lei da era de Aquário. Crowley se choca com o conteúdo do Livro, mas a força das revelações lá contidas, influenciando eventos históricos de magnitude gigantesca (Primeira e Segunda guerras mundiais, por exemplo), deixou fora de dúvida a veracidade, beleza e poder do Livro da Lei.

Ditado por uma entidade de nome Aiwaz (que mais tarde Crowley associou a seu Eu superior). Nele, a Lei da nova era é sintetizada na frase Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei, e tem como contraponto e complemento Amor é a lei, amor sob Vontade. Facilmente poderíamos imaginar um paraíso da libertinagem, mas a vasta obra de Crowley nos mostra que liberdade sim, mas com conhecimento, em suas próprias palavras:

O tolo bebe, e se embebeda:
o covarde não bebe.
O homem sábio, bravo e livre, bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus.

Sua filosofia mágica é sempre pautada pelo autoconhecimento, e fica claro que para nos tornarmos senhores de algo precisamos conhecê-lo, vivenciá-lo. O ser humano como divino é outro postulado Thelêmico, Todo homem e toda Mulher é uma estrela, ou seja, tem sua órbita e papel no universo e deve ser respeitado pelo simples ato de existir, mas não entendamos este respeito como piedade, mas sim como um ecossistema, onde cada parte cumpre a sua função.

Crowley, ao se colocar como a Besta do Apocalipse, está trazendo novamente a era dos homens deuses, onde a alegria a força se contrapõe à dor e fraqueza, Não seguimos ou adoramos um deus sofredor e morto numa cruz mais sim um homem deus que venceu a morte. O 666 é associado a Lúcifer e este, por sua vez, a Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para que os seres humanos pudessem se tornar deuses.

Uma das definições de Crowley sobre o mal é esta: Primeiramente, por Mal queremos significar o que está em oposição com nossas próprias vontades; é então um termo relativo, e não absoluto. Pois tudo o que é o grande mal de um é o maior bem de outrem, assim como a dureza da madeira, que estafa o lenhador, é a segurança daquele que se aventura no mar num barco construído com aquela madeira.

To Mega Therion (A Grande Besta, nome mágico de Crowley) via a raça humana no começo desta era de Aquário como uma criança, então nada melhor que as suas palavras sobre como educar uma criança:

"Cada criança deve desenvolver sua própria individualidade, e Vontade, a despeito de ideais estranhos a si".

"Ela é confrontada com tais desafios como natação, escalada, trabalhos domésticos, e deixada livre para resolver de sua própria forma".

"Seu subconsciente é impressionado pela leitura de obras-primas, as quais se permite que se infiltrem em sua mente automaticamente sem pressão seletiva nem pedidos de compreensão consciente".

"Nada é ensinado a não ser pensar por si mesma".

"Ela é tratada como um ser responsável e independente, encorajada na autoconfiança, e respeitada pela auto-afirmação".

Crowley criou uma série de potentes Rituais para se autoconhecer e travar contato com inúmeras entidades, Deuses, Anjos e Demônios, sem falar em uma gama de símbolos de Poder e palavras de passe. Através destes Rituais, as pessoas entram em um novo universo (na verdade os abismos e alturas de seu próprio ser). Um bom exemplo é um Ritual chamado a Marca da Besta, uma alusão à marca recebida por Caim. Este ritual traz as energias do Novo Aeon ao praticante, quebrando uma série de condicionamentos e preenchendo-o com a energia dos quatro elementos encimados pelo Espírito. Um portal é aberto, um portal para a vida.

Os Rituais sexuais aprendidos na O. T. O. (Ordem dos Templários Orientais) muito influenciaram Crowley, (sem esquecer das contribuições de To Mega Therion a estes Rituais) e grande parte da Magia Thelêmica usa o sexo direta ou indiretamente. O Safira Estrela é um deles, e abaixo transcrevemos algumas de suas partes:

(Que o Adepto se arme com seu bastão Mágico e sua Rosa Mística).
A referência aqui é clara: o Bastão é o falo, a Rosa Mística a vagina. O sexo oral é uma das etapas, e a absorção dos Sacramentos deve ser o ponto alto.

O leitor poderá lembrar do "Tantra Negro" mas não é o caso, e práticas como essas são usadas no Tantra do sul da Índia, para onde os Dravidianos foram expulsos.

O uso de práticas homossexuais também é licito e para tal remetemos o leitor ao trabalho de Karl Gustav Jung, onde a Anima (Animus) aparece em sonhos no sexo oposto ao da pessoa e o self justamente surge como uma representação do mesmo sexo.

A palavra de poder do novo Aeon é ABRAHADABRA. A palavra ABRAHADABRA soma 418, temos assim a letra hebraica Cheth, valor 8, Yod, valor 10 e Tau, 400, eles são as chaves para Grande Obra. Yod sendo o Bastão (falo) e Cheth (vagina) o Cálice, unidos em Tau. Ou ainda Yod, o espermatozóide, e Cheth, o óvulo, unidos em Tau. A Cruz também pode ser um símbolo do Lingam e da Yoni unidos. Basta imaginar a haste Horizontal, a Yoni e a vertical, o Lingam. É importante salientar mais uma vez que o Safira Estrela pode ser feito de forma simbólica e os resultados são também muito bons. Deve avançar a Leste, fazer o Hexagrama Sagrado, e dizer: PATER ET MATER UNUS DEUS ARARITA*. (quer dizer: "Pai e Mãe um deus Ararita").

A união sexual como uma forma de união ao divino, dois que se tornam um. Que ele retorne ao centro, o centro de tudo (Fazendo o símbolo da ROSA CRUZ como ele deve saber) dizendo: ARARITA ARARITA ARARITA. A Rosa Cruz é uma alusão direta a união falo-vagina. Que ele diga: OMNIA IN DUOS ("tudo em dois"): DUO IN UNUM ("dois em um"): UNUM IN NIHIL ("um em nada"): HAEC NEC QUATOR NEC OMNIA NEC DUC NEC UNUS NEC NIHIL SUNT ("não há quatro ou tudo ou dois nem um nem nada"). O sexo como elemento e pórtico para a transcendência. Então que repita os sinais de L.V.X., mas não os de N.O.X.: pela epifania que ocorreu como resultado dos sinais da Rosa Cruz. Ou seja, o orgasmo magicamente dirigido.

Este ensaio é pequeno demais para abranger o meio século de Crowley dedicado à magia, mas espero ter esclarecido um pouco sobre a sua vida e obra.

* Nota: Esta Palavra consiste das iniciais de uma sentença que quer dizer "Um é seu início. Uma é sua individualidade: Sua Permutação é Uma".


Fonte : Por Marcos Torrigo
http:// www.otobr.org

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Wicca x Candomblé

O Brasil é um país fortemente místico, onde crenças se misturam e religiões se sincretizam entre si.

A religiosidade afro-brasileira é muito forte e tradicional em todo o nosso país, enquanto a Wicca é uma nova religião que vem chegando por aqui, mas mesmo assim ganha mais espaço à cada dia e consequentemente maior número de praticantes.

A Wicca possui muitas semelhanças com o Candomblé, no que concerne ao culto à antigos Deuses, conexão com as forças da natureza, etc. Sendo asssim, muitos dos novos Wiccanianos são antigos praticantes da Umbanda e Candomblé que sentiram que tais religiões não respondiam mais aos seus anseios.

Exatamente por causa disso, ou por pura falta de informação, é muito comum vermos estas pessoas fazendo uma fusão entre as duas religiões, o que é impossível!

A Wicca é uma religião que possui liturgia e estrutura próprias e por isso não precisa se reportar ou absorver aspectos de nenhuma outra religião.

Enquanto é possível usar Deuses africanos num ritual Wiccaniano, é completamente inviável fazer um mix entre Candomblé e Wicca, do mesmo jeito que é impossível misturar Islamismo e Xintoismo.

Mas por que é impossível praticar Wicca e Candomblé ao mesmo tempo?

Para compreendermos isso precisamos conhecer um pouco mais dessas duas religiões.

Sobre os deuses africanos:

Quem são os Deuses Africanos?

Os Orixás, são divindades originárias da África, mais especificamente Nigéria e que vieram para o Brasil junto com os africanos para cá deportados como escravos. Os orixás representam as forças da natureza ou os fenômenos a ela relacionados. Muitos pesquisadores afirmam que na realidade os Oríxás são ancestrais míticos, ou seja, seres humanos que teriam realizados feitos incríveis na Terra e por isso deificado pelo seu clã, famiília ou povo.

Quando os africanos desembarcaram no Brasil encontraram uma nova realidade, um novo continente e tiveram que adaptar muitas de suas práticas e então a Religião dos Orixás assumiu um novo nome : Candomblé, uma religiosidade essencialmente brasileira, resultante da realidade religiosa africana no Brasil. Dos mais de 400 Orixás existentes na África somente o culto a 16 deles sobreviveu no Brasil. Muitos dos mitos relacionados a estas 16 divindades sobreviventes foram deturpados, muitos deles absorveram inúmeros aspectos de outros Deuses cujo culto não sobreviveu no Novo Mundo, etc.

Ou seja, o candomblé é nada mais que uma reconstrução da religiosidade Nigeriana dos Orixás.

Sobre o Candomblé:

O que o Candomblé tem em comum com a Wicca???

Muitas coisas, mas é necessário deixar bem claro que ter coisas em comum não significa de nennhuma forma "ser a mesma coisa":

* Culto Circular:

Os rituais do Candomblé são sempre realizados através de uma dança Circular. Eles invocam seus Deuses dançando em Círculo. Os Círculos sempre foram considerados os símbolos da ponte que nos leva à Divindade, símbolos da comunhão com os Deuses.

Os rituais Wiccanianos ocorrem dentro de um Círculo Mágico e também dançamos em Círculo para reverenciar nossos Deuses.

* Religiosidade iniciática:

Tanto o Candomblé quanto à Wicca são religiões iniciáticas. Nelas, seus adeptos passam por treinamentos e ritos de passagem que os introduzem no seio de suas comunidades religiosas. Tanto em uma outra, depois de um determinado tempo os iniciados pasam a ser considerados sacerdotisas e sacerdotes do culto no qual foram iniciados. Uma semelhança existente entre as duas religiões é que quando uma pessoa passa a pertencer à classe sacerdotal ela ganha um título que a diferencia das demais pessoas. Na Wicca após determinados anos o iniciado recebe o título de Elder(Ancião). No candomblé depois de alguns anos de iniciado a pessoa recebe o título de Egbonmi(significando literalmente irmão mais velho). Tanto na Wicca quanto no Candomblé, a partir deste momento a pessoa passa a ser ouvida, consultada e instrui outros no caminho.

* Oferendas aos seus Deuses:

Tanto na Wicca quanto no Candomblé os Deuses são agradados através de oferendas. Infelizmente no Brasil muitos Wiccanianos perderam o hábito de fazer oferendas à Deusa e ao Deus, mas está é uma prática integrante da religiosidade Wiccaniana em todo mundo.

* Analogias para estabelecer comunicação com os Deuses:

No candomblé existem determinados fatores como ervas, aromas, cores, dias, horas, locais favoráveis ou desfavoráveis para acessar determinados tipos de energias e Deuses. O mesmo acontece na Wicca.

* Deuses da natureza

Tanto na Wicca quanto no Candomblé os Deuses são vistos como a própria natureza deificada.

O que o Candomblé NÃO tem em comum com a Wicca:

* Falta de respeito à natureza

Mesmo sendo uma religiosidade com Deuses da natureza, no candomblé vemos que há uma total falta de respeito à natureza na medida em que seus adeptos muitas vezes poluem-na com suas oferendas. Infelizmente os adeptos do camdomblé passaram a ver seus Deuses de forma muito semelhante à religiosidade judaico-cristã, seres conceituais que exercem domínio sobre a natureza mas não são imanentes

* Hierarquia.

Enquanto a Wicca é uma religião sem hierarquia pré-estabelecida, o candomblé possui uma estrutura hierarquica inabalável e vista como vital para a sua religiosidade

*Sacrifícios

Na Wicca sacrifícios animais são inadimissíveis enquanto a base da religião do Candomblé está no sacrifício animal. Sacrifício (Sacro Ofício) do Candomblé não é uma carneficina como muitos querem fazer parecer. Ele possui sua razão de ser dentro daquela religião. Muito contrário do que o pensado, todos os animais sacrificados servem de alimentos para os adeptos do Candomblé. Nenhuma parte, nem mesmo os ossos dos animais, são desperdiçadas. Pensando friamente e sem fazer apologias aos sacrifícios, talvez seja muito mais ético sacrificar um animal à um Deus, com ritos e reverências a alma do animal que se doa para alimentar e nutrir outros seres, do que comprar um frango congelado no supermercado, que cresceu a base de hormônios e foi morto sem nenhuma honra ou respeito.

Bom, estas são apenas algumas das semelhanças e diferenças.

Deuses africanos na Wicca:

Hoje no mundo inteiro, divindades de diferentes panteões são cultuadas na Wicca.

Existem inúmeras tradições que trabalham com Deuses que vão desde o panteão egípcio até chinês, enquanto outras trabalham com um único panteão todo o tempo. Tudo varia de acordo com a Tradição que se segue.

Não é impossível trabalhar com Deuses Africanos na Arte, desde que isso seja aceito por sua Tradição e eles sejam inseridos em um contexto de culto Wiccaniano.

O que ocorre aqui é que nos encontramos em um dilema do entendimento da Religião Wicca e somente o bom senso pode nos levar ao não erro.

Por um lado a Wicca é uma religião que resgata o culto à Deuses antigos e esquecidos, cujo culto foi quase ou praticamente extinto. Os Deuses africanos possuem ainda seus sacerdotes, sua liturgia, sua religiosidade praticamente intacta.

Em contrapartida a isto, é de comum senso entre os Bruxos cultuar os Deuses de sua Terra e aqueles que fizeram de nossa Terra a sua morada e nesta categoria entram os Deuses africanos.

Deuses são arquétipos. Quando eu estou trabalhando com a energia do amor eu posso utilizar uma Deusa de qualquer panteão que represente o arquétipo do amor. Ela pode ser Afrodite, Frigg, Hathor, Vênus, Inanna, Oxum e por ai vai.....

Se eu fizer um ritual wiccaniano para Oxum pedindo amor, tudo bem, não tem nada demais nisso, pois estou apenas usando o nome, o conceito, o arquétipo que esta divindade representa.

Agora, se eu fizer um ritual para Oxum, mas nele tocar atabaque, fazer uma oferenda de omolocum(uma comida feita com feijão fradinho, alimento sagrado de Oxum no Candomblé), incorporar Oxum durante o decorrer do ritual ai reside o problema por que eu não estarei praticando Wicca e sim a maior Wiccumba. Aliás como muito bem lembrou o Mário, tá cheio de gente fazendo isso por ai e se passando por grande Bruxa(o).

Acredito que quem quiser trabalhar com Deuses Africanos assim pode proceder, desde que esqueça TOTALMENTE todo o misticismo e aura que a religião Afro-brasileira criou ao redor destes Deuses durante tanto tempo. Isso significa que se vc quer fazer um ritual para Iyemanjá, precisa esquecer aquela estátua linda- porém completamente infiel a realidade- de uma mulher de longos cabelos, alva como a neve, com pérolas caindo de sua mão, vestida de azul ou que você é filha de Iyemanjá por que o Caboclo "Treme-Treme" disse que assim era...e por ai vai....

Arquetipicamente falando, Iyemanjá é o poder fertilizador e germinador da água, um arquétipo muito antigo da Deusa Mãe como a Criadora de tudo, o início do mundo, o mar primordial do qual surgiram tudo e todos. Seus peixes simbolizam o embrião e as infinitas possibilidades da água que gera. Como o mar ela é a fluidez e constante renovação, a grande força geradora feminina, o princípio de tudo. Iyemanjá é tanto o mar que alimenta, quanto devora. Ela é a profundeza do inconsciente e tudo o que é cíclico.

Se vc vê Iyemanjá assim, de uma forma totalmente desvinculada dos estigmas da religiosidade Afro-brasileira, ótimo, você está apto à trabalhar com ela wiccanianamente falando. Se não, ESQUEÇA, por que você não estará querendo trabalhar com a Deusa em sua face de Criadora, germinadora mas sim com a Iyemanjá que você conheceu lá no Candomblé ou Umbanda, uma Iyemanjá inexistente dentro dos conceitos e padrões Wiccanianos de Divindades.

Preste bem atenção. O que você quer? Praticar Wicca utilizando o conceito arquetípico de uma Deusa ou Deus africano ou fazer uma mistureba entre a religiosidade afro-brasileira e a Arte e chamar isso de Wicca?

Atente-se por que se não você correrá um grande risco de não ser fiel a religião que escolheu e se for assim é melhor procurar uma boa roça de candomblé e se iniciar nos mistérios daquela religião.

Digam sim ao trabalho arquetípico com os Deuses Africanos e NÃO à Wiccumba!!!!


Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/textos

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

OSHO - O RIO E O OCEANO


http://doidaporlegumes.files.wordpress.com/2007/08/osho3.jpg



Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!


A AURA

Na atualidade, a existência da Aura e da Chama Áurica, assim como a coloração, a densidade e a espessura, que antes só era notada pelos magos, médiuns e videntes, é assunto da ciência, através da foto Kirlian, mais fácil de ser comprovada pelos céticos, incrédulos na capacidade mediúnica dos seres humanos.

Semyon Davidovitch Kirlian, após levar um choque e notar que seu dedo ficara energizado e com uma luminosidade em volta, teve seu interesse despertado pelo estudo da energia que existe no corpo. Engenheiro prático, Semyon trabalhava em Raios X, em 1939, na antiga URSS, na cidade de Krasnodar; juntamente com sua esposa, Valentina Krisanfovna Kirlian, inventou a máquina que fotografava um halo enérgético em torno dos corpos dos seres vivos. A máquina levou seu nome - Kirlian - e a tal estudo convencionou-se chamar Kirliangrafia.
A máquina Kirlian - ou Kirliângrafo - é uma máquina muito simples: é um gerador de pulsos elétricos de alta tensão com uma frequência bastante elevada.

Após exaustivas pesquisas, Kirlian chegou à conclusão que o halo luminoso registrado pela sua máquina fotográfica era diferente do Fogo de Santelmo e do Efeito Corona ( fenômenos eletrostáticos, de natureza magnética ), porque não obedeciam rigorosamente às leis do eletromagnetismo. Com a continuação das pesquisas sentiu a diferença dos objetos inanimados que registravam o halo colorido independente da situação do ar, umidade, etc. Nos seres vivos também percebeu diferenças. Nos seres humanos as cores do halo dependem do estado emocional ou espiritual, pois, como sabemos, em cada momento irradiamos energias diferentes que podem ser captadas por essa máquina e registradas para serem estudadas posteriormente.


O halo energético registrado na foto Kirlian é um velho conhecido dos místicos e religiosos do passado que, sem possuirem máquinas ou aparelhos sofisticados, apenas com a sensibilidade, foram capazes de perceber o ser humano envolto em uma espécie de "ovo" luminoso. A esse envoltório luminoso deram diversos nomes, dependendo de sua crença religiosa. Era a auréola para o católico, perispírito para o espírita, ou aura para o esotérico. A aura é uma espécie de energia que a maioria das pessoas não consegue ver, porém uma grande parte consegue sentí-la. Quem já não sentiu um bem estar ou um mal estar quando está próximo de uma pessoa? Existem criaturas que nos são apresentadas e que após algumas palavras, se vão e nos deixam até com dor de cabeça ( pessoas portadoras de energia negativa ) enquanto isso existem outras que deixam saudade e ficamos torcendo por um novo encontro ( pessoas de energia positiva ). São exemplos simples, com os quais podemos compreender rapidamente, porque são coisas do dia-a-dia que muitas vezes nos passam despercebidas.

Por sobre e em volta do Ser material, existe uma auréola em cor, uma vibração emitida pela própria matéria, ao que chamamos de Aura
A Aura é classificada pelas suas 3 (três) divisões distintas, à saber:

  • Pela coloração (cor)
  • Pela densidade variável
  • Pela espessura

A Aura se forma nos pontos extremos com maior amplitude, e por sobre a cabeça, afastando-se da mesma, formando o que chamamos de Chama Áurica

  • A coloração, tanto da Aura quanto na Chama Áurica, estabelece o Plano de Evolução do Ser encarnado.

  • A densidade, tanto da Aura como da Chama Áurica, estabelece o Grau de Mediunidade do Ser encarnado.

  • A espessura da Aura pode estabelecer: o estado de saúde, tipo de mediunidade, tipo de personalidade, além de estabelecer com certa precisão a longevidade do Ser encarnado.

O corpo espiritual do homem tem uma forma idêntica à do seu corpo físico. A única diferença é a sua vestimenta espiritual que, no Ocidente, recebe o nome de aura.


O corpo espiritual irradia uma espécie de incessante vibração luminosa que forma a aura. A cor desta é geralmente branca, mas certas pessoas têm auras de tonalidade amarelo claro ou roxo claro. Sua espessura também varia. Geralmente é de três centímetros. A dos doentes, porém, é mais fina, diminuindo de acordo com a gravidade da doença. Pouco antes da morte, a aura desaparece por completo. Quando dizem que a sombra de uma pessoa é muito fraca, é por causa da pequenez de sua aura. O indivíduo saudável, ao contrário, tem a aura mais ampla. A das pessoas virtuosas, além de ser ainda maior, tem uma vibração luminosa mais forte. A dos heróis e eruditos é mais larga que a dos homens comuns, e a dos santos adquire uma grande amplitude.

A espessura da aura, porém, não é definitiva, pois modifica-se continuamente, de acordo com os pensamentos e atos do indivíduo. Quem pratica atos virtuosos baseados na justiça, tem uma aura espessa, mas quem comete atos malévolos tem a aura fina. Geralmente, a aura é invisível para o homem comum, embora haja pessoas que a enxergam. Qualquer indivíduo, entretanto, pode percebê-la, até certo ponto, desde que se concentre e fixe o olhar.

A amplitude da aura está intimamente relacionada com o destino. Quanto maior, mais feliz será o indivíduo e vice-versa: quanto menor, mais infeliz. Quem tem a aura ampla emite mais calor humano e proporciona uma sensação de bem-estar àqueles com quem entra em contato, atraindo muitas pessoas, porque as envolve com sua aura. O contato com uma pessoa de aura fina, ao contrário, produz uma sensação de frio, mal-estar e tristeza, fazendo com que não se tenha vontade de permanecer muito tempo ao seu lado. Por isso, esforçar-se por adquirir uma aura ampla é a base da felicidade. Mas como fazer para ampliá-la?

Todos os pensamentos e atos humanos pertencem ao bem e ao mal. A espessura da aura é proporcional à quantidade de pensamentos bons e maus. Internamente, quando uma pessoa pratica o bem, sente uma satisfação na consciência. Esses pensamentos se convertem em luz, somando-se a luz do corpo espiritual. Quando, ao contrário, os pensamentos e atos sãos maus, estes se convertem em nuvens do corpo espiritual. Externamente, quando se faz o bem aos outros, os pensamentos de gratidão das pessoas beneficiadas também se convertem em luz. Transmitidos através do fio espiritual para a pessoa que praticou o bem, aumentam a luz desta. Quando, ao contrário, a pessoa recebe transmissões de pensamentos de vingança, ódio, ciúme ou inveja, suas nuvens aumentam. Por isso, é preciso praticar o bem e proporcionar alegria aos outros, evitando provocar pensamentos de vingança, ódio ou ciúmes.

Esta é a razão pela qual pessoas que obtiveram um sucesso rápido, acumulando fortuna em pouco tempo, geralmente não tardam a conhecer o fracasso e a ruína. Tais pessoas, julgando que devem o êxito à sua própria capacidade, habilidade e esforço, tornam-se vaidosas e egoístas, entregando-se a uma vida luxuosa. Assim, acumulam nuvens provocadas pelos pensamentos de vingança, ódio ou ciúmes, emitidos pelas muitas pessoas as quais prejudicaram. Consequentemente, sua aura perde a luminosidade, diminui e o indivíduo finalmente se arruina.

Essa também é a causa da ruína de famílias que foram prósperas durante gerações. Quem ocupa uma posição social superior é beneficiado pelo país e a sociedade. Portanto, deve retribuir beneficiando amplamente a sociedade e, por meio desses gestos, apagar continuamente as próprias nuvens. A maioria, porém, só pensa em seus desejos egoístas e pratica poucos atos altruístas, aumentando a quantidade de suas nuvens. Por isso, embora ostentem magnificência, o seu espírito é miserável. Consequentemente, pela lei da procedência do espírito sobre a matéria, finalmente se arruinam.

Quanto mais fina for a aura de um indivíduo, mais facilmente ele sofrerá infortúnios e acidentes, porque o seu cérebro, devido às nuvens, não funciona adequadamente. Falta-lhe o correto discernimento e o poder de decisão, além do que ele não consegue prever as coisas. Por isso, sonhando com o êxito instantâneo, apressa-se, pondo tudo a perder e acumulando mais nuvens. Esse tipo de pessoa pode ter um pequeno sucesso mas, a longo prazo, infalivelmente malogra.

Quem tem muitas nuvens está sujeito a sofrer ações purificadoras; facilmente contrai doenças ou sofre acidentes. Quem sofre um acidente de trânsito é porque tem a aura fina. Quem tem a aura espessa escapa do perigo em qualquer circunstância. Por exemplo, quando há um choque de veículos, o espírito de um bonde ou de um carro atinge aquele que tem a aura fina, mas não atinge quem tem a aura espessa. Há pessoas que, mesmo sendo atropeladas, não sofrem o menor arranhão. Isto se deve a espessura e elasticidade de sua aura.

Quando pensamos nessas coisas, vemos que o único meio para ser afortunado é praticar o bem e a virtude, ampliando a própria aura. Muitas pessoas se queixam de ter nascido sem sorte. Obviamente, é porque desconhecem esses fatos.


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